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Minhas (im)possibilidades
É...
Maldito seja o dia que inventaram para mim o epíteto Lady Murphy!
Vamos às minhas possibilidades, considerando o que foi feito até hoje:
P1) Ser classificada no concurso da Petrobrás entre os 100 primeiros (considerando logicamente que 100 candidatos serão chamados para compor a primeira turma), passar em todos os testes biopsicossocias (não aceito a possibilidade de ser reprovada em nenhum deles!!!), ir, toda faceira, para o Rio de Janeiro fazer o curso e receber uma merreca para me instalar em algum muquifo qualquer. Talvez seja mais interessante e barato alugar um barraco no morro mais próximo à Universidade Petrobrás. P2) Ser classificada no concurso da Petrobrás, mas não entre os 100 primeiros e esperar que me chamem em uma próxima turma, sabe-se lá quando. P3) Ser classificada no concurso da Petrobrás, mas não entre os 100 primeiros e ficar a ver navios, como aconteceu no último concurso da maior empresa do país (produtora de algo não-abstrato; por abstrato leia-se juros). P4) Não ser classificada no concurso da Petrobrás. P5) Passar no concurso do IBGE. P6) Ficar em 3º lugar no concurso do IBGE e passar raiva, como de praxe. P7) Ficar em posição menor no concurso do IBGE.
Agora, vamos aos fatos ocorridos nos últimos anos (o que não conta logicamente apenas com o fator Murphy; uma questão que eu, você e a psicóloga já sabemos):
A) Não ter feito estágio. B) Não ter conseguido emprego. C) Não ter sido suficientemente bem classificada no concurso de 2004 da Petrobrás. D) Não ter nenhum currículo que foi enviado ultimamente respondido pelos recrutadores, nem contando com a boa educação que eles deveriam ter. E) Não ter sido suficientemente bem classificada na Transpetro, apesar de ser uma ótima classificassão, no meu ponto de vista. F) Ter feito uma prova de concurso organizada pela incompetente Cesgranrio, após meses de estudo e após a aposta das últimas fichas neste concurso tão esperado.
Tendo como base essas possibilidades já existentes e os fatos já ocorridos nos últimos anos, vamos aos possíveis caminhos a serem percorridos no futuro próximo:
i) Ocorre P1 e eu vou para a Cidade Maravilhosa com o dinheirinho contado. Data indefinida. ii) Ocorre P2 e P5. Trabalho por um tempo naquela cidade do interior de São Paulo de nome comprido e chato de falar e depois me desloco para a Cidade Maravilhosa com o dinheirinho contado e em data indefinida. iii) Ocorre P2 e P6 ou P7. Continuo mandando currículos e procurando outros concursos para prestar (levando em consideração que com uma dessas duas ações eu venha a ter sucesso) e depois me desloco para a Cidade Maravilhosa com o dinheirinho contado e em data indefinida. iv) Ocorre P3 ou P4 e P5. Trabalho por um tempo naquela cidade do interior de São Paulo de nome comprido e chato de falar e continuo mandando currículos e procurando outros concursos para prestar (levando em consideração que com uma dessas duas ações eu venha a ter sucesso). v) Ocorre P3 ou P4 e P6 ou P7. Continuo mandando currículos e procurando outros concursos para prestar (levando em consideração que com uma dessas duas ações eu venha a ter sucesso). vi) Ocorre P3 ou P4 e P6 ou P7. Mudo minha vida de rumo de alguma maneira.
Esses são possíveis caminhos a serem seguidos. Levando em consideração o fator Murphy, que tem um peso aproximadamente igual a 0,95 (numa escala de 0 a 1) na vida desta que lhe redige, esses serão os possíveis e talvez prováveis fatos que venham a ocorrer:
- devido à incompetência da Cesgranrio (e não à minha, pois tenho plena consciência das minhas possibilidades nesse concurso se ele fosse sério), não conseguir a classificação suficiente para ser chamada ou para passar. - recursos serem pedidos e aceitos e isso piorar minha situação (felizmente, tenho fortes motivos para acreditar que eles irão me ajudar, já que várias das questões as quais pediram recurso, eu havia errado... errado segundo o gabarito e não segundo meus conhecimentos de engenharia química e português). - ficar em 3º lugar no IBGE, apenas para poder sentir mais raiva. - mandar currículos incessantemente para não serem respondidos. - prestar outros concursos e continuar morrendo na praia. - ficar cada vez mais confusa.
E agora? O que fazer?
1 - Ligar a máquina de improbabilidade infinita do Coração de Ouro para aumentar minhas chances de sucesso? 2 - Ir para a Mansão Wayne comer a Tia do Batima, fazer uma suruba e me divertir para esquecer? 3 - Fazer como dizem os religiosos cristãos: segura na mão de Deus e vai? 4 - Deprimir? 5 - Ou ainda, parar de reclamar, mexer a bunda gorda daqui e tomar uma atitude pró-ativa (como dizem os idiotas)?
Sou obrigada a aceitar a última opção. Acredito que seja a mais correta e que dará mais resultados. O problema é ter que concordar com os idiotas...
... momento desabafo... perdão
Aquela que redige: Lady Murphy às 12h03
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Ninguém é medíocre
Uma declaração em um jornal me irritou muito outro dia. Algumas pessoas (que desconheço...) foram chamadas de medíocres. Ver alguém ser taxado de medíocre, até então, nunca havia despertado minha ira. Mas dessa vez, eu realmente não gostei. Deve ser reflexo do afloramento do meu gene PC*.
A palavra medíocre é definida nos dicionários como: comum, ordinário, mediano, sem relevo. Analisando seu sentido literal, nada de grave há em se utilizar esse adjetivo, que apenas irá definir substantivos como "normais". Afinal, o que há de errado em ser normal? O problema está na carga pejorativa que a palavra carrega, tornando o que ela qualifica como algo que não mereça atenção e, sim, indiferença.
Toda pessoa tem suas características próprias, tornando-a interessante para alguns e desinteressante para outros, dependendo das afinidades entre eles. O diferencial de cada pessoa (isso é algo que acredito: todos tem um diferencial) já é o suficiente para que ninguém seja taxado de medíocre, mesmo que suas características não sejam do agrado de quem a analisa. Alguns chamam mais atenção em seu meio, outros, menos, mas isso não deve servir de parâmetro para avaliar qualidades de alguém. (Isso me faz lembrar aqueles conceitos de filmes americanos adolescentes: existem os populares e os losers... como eu abomino essas palavras! Mas isso não vem ao caso)
Medíocres podem ser as atitudes ou realizações de alguém. Isso sim! Como, por exemplo (como foi bem lembrado pelo meu namorado), o governo Lula que é medíocre (ou pior...), mas não o próprio Lula. E críticas nesses sentido são válidas para que o indivíduo possa se aprimorar.
Eu tenho consciência de que já realizei trabalhos e agi com mediocridade muitas vezes, sendo criticada por isso (inclua-se aí a auto-crítica também), o que valeu para que eu pudesse melhorar minhas atitudes e mais o que fizesse.
Sei que muita gente (mas muita mesmo) não concorda comigo e que considera várias pessoas por aí medíocres. Não importa! Liberdade de opinião e expressão é o que vale (nesse momento: gene PC pulando de alegria). Continuarei considerando uma tremenda agressão taxar indivíduos como medíocres.
* Politicamente Correto
Aquela que redige: Lady Murphy às 13h35
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É...
O negócio é o seguinte: falta criatividade e vou viajar.
Quando voltar vou tentar colocar algo decente aqui. Viagens são boas prá encher a cabeça da gente de bobeira... aí fica tudo mais fácil.
Abraços, beijos e Feliz Páscoa a quem interessar possa (tá... prá todo o mundo então)!
PS: Uia... quem quiser, fique à vontade prá clicar no meu último link (Monsters), ali na coluna "Dos Interesses"... só prá ajudar no meu joguinho, que, por acaso, não tem nada a ver com isso aqui... hehe
Aquela que redige: Lady Murphy às 07h51
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Conversa de Maluco
Na cola do texto anterior...
Lembrei de uma estorinha que ouvi uma vez e que tem tudo a ver com o que havia escrito. É a seguinte:
Dois "capiau" (sabem o que é capiau, né?), não muito bem dos miolos, se encontram e um pergunta para o outro, que está com uma vara de pescar no ombro:
- Ocê foi pescá, cumpadi?
- Não, cumpadi! Eu fui pescá!
- Uai... Achei que ocê tivesse ido pescá!
Obs: eu sô capiau... nasci em sanzédoriopardo, interior de sumpaulo e meu R é de Zé Dirceu (maiomeno).
Aquela que redige: Lady Murphy às 08h30
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Primor de Comunicação
Ente 1: — Olá! Ente 2: — Olá! Ente 1: — Hoje fui conhecer a casa de X. Ente 2: — Foi só? Ente 1: — Não, né! Fui com X. Ente 2: — Mas foi mais alguém? Ente 1: — Fui na casa de X! Ente 2: — O que você foi fazer lá? Ente 1: — Não disse que fui conhecer a casa de X? Ente 2: — Disse... Ente 1: — E você? Ente 2: — Eu não conheço a casa de X. Ente 1: — Não sabia que você conhecia X. Ente 2: — Mas eu não conheço X. Quem te disse que conheço? Ente 1: — Você disse que não conhecia a casa de X! Ente 2: — Realmente: não conhecia e ainda não conheço. Ente 1: — Tá... Ent: — Hum... Huumm... Ente 2: — Quem é esse aí? Ente 1: — Fangorn. Não conhece? Ente 2: — Ent? Ente 1: — Ent. Ente 2: — Ah... Ent: — Hum... Huumm... Ente 1: — Isso não importa. Ente 2: — Por quê? Ente 1: — Porque, o quê? Ente 2: — Não importa? Ente 1: — Sei lá... esqueça isso. Ente 2: — Isso o quê? Ente 1: — Esse ser aí! Ente 2: — Ah tá... Ente 1: — ... Ente 2: — ... Ente 1: — Você leu o jornal hoje? Ente 2: — Por quê? Ente 1: — Estou perguntando por perguntar. Ente 2: — Você está querendo dizer que a nossa conversa está chata? Ente 1: — Não! Que foi que fiz? Ente 2: — Perguntou se li o jornal hoje. Ente 1: — E o que tem isso demais? Ente 2: — Esquece... Ente 1: — Tá... Ente 2: — ... Ente 1: — Mas você leu? Ente 2: — O que tinha que eu deveria ter lido? Ente 1: — O artigo de Y. Ente 2: — O que dizia? Ente 1: — Falava sobre os problemas de comunicação entre as pessoas. Ente 2: — O que você quer dizer com isso? Ente 1: — Nada... só queria comentar sobre o artigo. Ente 2: — Sei... Ente 1: — O que você sabe? Ente 2: — Muitas coisas... ou quase nada... Ente 1: — Não entendo... Ente 2: — Nem eu...
Obs: X - pessoa qualquer Y - colunista de jornal qualquer
Aquela que redige: Lady Murphy às 12h17
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Perdão
No momento não estou prestando para escrever nada que preste. Sou um ser imprestável em tempo indeterminado.
...
Aquela que redige: Lady Murphy às 21h10
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Vizinhança
(2041)
Uma caixa cheia de papéis antigos chega a um museu para seleção, restauração e digitalização. São documentos diversos, folhas soltas de livros, diários, entre outros. No meio disso tudo são encontradas algumas páginas do diário de uma senhora de uma pequena cidade interiorana, já falecida há muito tempo. Algo que causou muita estranheza aos museólogos que examinaram aquelas páginas. Serviu como fonte para estudo dos costumes das pessoas daquela época.
Sua transcrição:
"15 de fevereiro de 2003,
Tive um dia cheio hoje!
Acordei e logo fui cumprir minha missão de guardiã dos bons costumes da rua. Abri a porta da sala discretamente e vi que não havia movimento nenhum. Muito bom! Pude tomar meu café da manhã tranqüilamente.
Mais tarde ouvi um barulho de carro chegando. Fui até o portão (acho que não fui muito discreta. Não tenho muro, mas grades. De qualquer maneira, tentei disfarçar). Era visita para a vizinha da casa ao lado. Não conheço essa pessoa que chegou. Quem será? Essa vizinha recebe muita gente. Tem algo que não cheira bem nisso... aposto que ela trai o marido. Mas como só cuido da minha vida...
A rua voltou ao normal. Voltei para casa.
Resolvi dar uma espiada novamente depois. A vizinha da casa do outro lado estava aguando as plantas do jardim. Realmente uma visão muito interessante. Fiquei apreciando.
Passado um tempo, vi outra vizinha buscando as correspondências na sua caixa de correio. Ela olhou para mim com uma cara meio estranha. Não entendi! Em seguida, olhou para o céu como se procurasse algo. Logicamente, também olhei para procurar. Não vi nada de especial, mas continuei procurando. Quando voltei meu olhar para a sua casa, ela já tinha entrado. Que pena! Devo ter perdido algo interessante.
À tarde, depois do meu programa favorito de relacionamentos, resolvi ir até à mercearia comprar algumas coisinhas que estavam em falta. Na volta, encontrei a filha de uma das vizinhas com o namorado. Que pouca vergonha! Essa juventude de hoje! Trocando beijos na rua. A sua mãe precisa saber disso. Amanhã vou lhe fazer uma visitinha.
Jantei.
Mais uma olhadinha lá fora e vejo a vizinha da frente junto com a filha conversando na porta de casa. Tento escutar mas não consigo. Parece que estão esperando alguém. Realmente! Logo em seguida, o marido dela passa de carro e vão todos embora. O que será que foram fazer a essa hora? O comércio já fechou. Não deve ser coisa boa...
Ai... O dia passou e não deu tempo nem de arrumar minha casa direito. É muita coisa prá fazer. Se essa vizinhança me deixasse em paz um pouco, pelo menos.
Agora já ficou tudo calmo. Nenhuma vivalma na rua. Acho que já posso ir dormir tranqüila."
Aquela que redige: Lady Murphy às 22h52
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Seja amigo das Guianas - III
Guiana
A Guiana é um país independente desde 1966. Até então, pertencia ao Reino Unido. Sua capital é Georgetown; tem aproximadamente 700.000 habitantes (já que adoro comparações: tem a mesma população que São Bernardo do Campo), sendo que a grande parcela está na capital; seu idioma oficial é o inglês; a moeda corrente é o dólar da Guiana. É dividida em 10 regiões administrativas e faz fronteira com a Venezuela (com a qual tem um rixa por conta de território), com o Brasil e com o Suriname (com o qual tem uma rixa igualmente por território) - isso porque a coitada já é pequena ( 215.000 km2). Seu território é constituído por uma planície costeira pantanosa, florestas (naturalmente) e savanas (hein???). Sua população é formada por várias etnias, sendo que 50% é de descendentes de indianos (doidera... assim como lá no Suriname), 36% de descendentes de africanos, 9% de indígenas e, mais uma vez, o restante por "outros". O esporte mais popular é o cricket, o que dá um toque britânico nessa região do equador.
 
PS: Gostaria de aproveitar para agradecer ao Saulo por mais informações sobre nossos queridinhos. Valeu, Saulo!
Aquela que redige: Lady Murphy às 19h17
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Seja Amigo das Guianas - II
Suriname
O Suriname é o menor país independente da América do Sul, cuja capital é Paramaribo, e obteve a emancipação da Holanda em 1975. Possui uma população de mais ou menos 440.000 habitantes (menor que a de Bauru). Está dividida em 10 regiões administrativas, sendo que a mais povoada é a da capital (contendo 50% da população do país) e a menos povoada, com uma das menores densidades populacionais do mundo, é a maior do país, ocupando 80% do território nacional. Sua língua oficial é o holandês, apesar de serem falados diversos outros idiomas como: inglês, hindi, javanês, entre outros. A população é formada por 35% de indianos, javaneses e seus descendentes (informação totalmente excelente!), 35% de negros e 30% de minorias indígenas, europeus e "outros". A religião mais abundante é a hindu, além de ter representantes do cristianismo, islamismo e judaismo, tanto que a maior mesquita da América Latina lá se situa, curiosamente, ao lado de uma sinagoga. Uma observação nem tanto interessante, mas talvez relevante: há um bairro em Paramaribo, reduto de brasileiros, chamado Little Belem. Outra observação realmente interessante e nem um pouco relevante: o Suriname importa polainas do Brasil (fonte: Ministério das Relações Exteriores). Será que eles sentem frio? (será que são nas mesmas polainas em que eu estou pensando?)

Aquela que redige: Lady Murphy às 08h19
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Seja Amigo das Guianas - I
Dando continuidade à campanha: algo sobre cada um dos nossos queridos vizinhos.
Guiana Francesa
A Guiana Francesa é um "departamento ultramarino sem soberania", uma "região administrativa" da França. Ou seja, seus habitantes são franceses (oui!), falam francês (idioma oficial, o que não significa que não tenham outras linguas), votam quando há eleição lá na França e, conseqüentemente, fazem parte da União Européia (moeda = Euro). Sua capital é Caiena; tem uma população de cerca de 185.000 habitantes (impressionante: população menor que a de São Carlos!!!). Faz fronteira com o Suriname e Brasil. A maior parte da população (66%) é formada por negros e do restante, 12% por asiáticos e 12% por europeus (a conta não fechou... 10% é formada por "outros"... quem são os outros?). E, como qualquer outro país da América do Sul, tem problemas sérios com o tráfico de drogas.
Basicamente isso...

Aquela que redige: Lady Murphy às 17h24
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