
Bom... nada a acrescentar aqui no meu blog.
Como estou em um momento crítico do meu mestrado, provavelmente vou demorar um pouco prá postar algo útil aqui. Se alguém se interessar posso colocar meu capítulo de Resultados e Discussões do minha dissertação de mestrado, podemos discutir os resultados, talvez... não... acho que ninguém vai querer... hehe
Mas para preencher o espaço: uma singela montagem que fiz.

Apenas um texto informativo (Folha de São Paulo, 07/05):
" QUESTÃO INDÍGENA
Durante operação com helicóptero, Ibama descobre tribo em Rondônia
Uma operação do Ibama, em parceria com a Funai, descobriu uma tribo indígena em Rondônia. Até então, apenas a divisão especializada da Funai em comunidades isoladas supunha a existência dessa tribo, mas nunca houve contato.
A descoberta ocorreu na semana passada, mas foi divulgada anteontem, data do retorno da equipe. O objetivo da operação do Ibama era checar denúncias de invasões de posseiros em áreas de proteção ambiental. O Ibama sobrevoava de helicóptero o parque dos Pacaás, que fica sobreposto à reserva indígena dos uru-eu-uau-uau, quando avistou a nova tribo. Os técnicos relataram ter visto entre 10 e 12 índios, além de um pedaço de lona, provavelmente deixado na selva por invasores. Nos arquivos da Funai, a comunidade é conhecida apenas como "índios da Serra da Onça". Não há informações sobre etnia, contingente populacional nem origem."
Isso não é incrível!
Falando agora sobre história - algo que me fascina, apesar de não ter quase nenhuma propriedade (ainda) para falar sobre esse assunto. Voltemos à época do descobrimento, ou "achamento" do Brasil.
Chegaram os portugueses e encontraram um povo muitos anos atrasados tecnologicamente em relação a eles. Um povo que estava, na escala evolutiva, iniciando a fase da dominação da agricultura. Viviam em conjuntos tribais separados por poucas diferenças e alguma hostilidade, mas grande parte desses conjuntos pertencia a um mesmo ramo étnico. E apesar desse fato, não formavam uma nação, já que não havia um poder superior que os unisse. Segundo Darcy Ribeiro, em seu livro "O Povo Brasileiro", se fosse dado a essa sociedade uma centena a mais de anos ou pouco mais sem esse encontro étnico, seria possível que um esboço de civilização mais organizada, com grupos unidos sob uma mesma liderança começasse a se formar. E, dizia um professor de história, que se um tempo maior fosse dado, provavelmente teríamos uma civilização que se assemelharia em poder e evolução a povos indígenas mais avançados das Américas.
Mas, infelizmente, esse tempo que não lhes foi permitido e o que ocorreu foi que ao entrarem em contato com os europeus, sua cultura nunca mais foi a mesma. Destruída completamente em alguns casos, subjugadas em outros foi o que a ela ocorreu, apesar do esforço de algumas tribos em se mostrarem soberanas diante dos europeus. Enfim, sua cultura foi minando aos poucos e hoje quase nada resta dela. No meio desse caldeirão cultural, o Brasil, quase nenhuma cultura das que aqui se instalaram permaneceu intacta e tudo foi absorvido pela mistura que se formou.
Será que estavam os índios prontos para esse encontro cultural? Teriam eles capacidade de absorver todo esse mundo novo? Não seria mais justo dar a chance de que alcançassem um desenvolvimento social (mas porque não considerar que socialmente eles eram evoluídos, já que viviam em igualdade e liberdade) e tecnológico por conta própria dentro do tempo que necessitassem? A evolução dos povos separados por continentes ocorreu de maneira diferente e, por isso mesmo, essa fusão os fez saltar para uma escala evolutiva diferente, perdendo assim etapas importantes no seu processo de evolução?
São perguntas que ainda quero achar a resposta.
Run To The Hills
Iron Maiden
White man came across the sea
Brought us pain and misery
Killed our tribes killed our creed
Took our game for his own need
We fought him hard we fought him well
Out on the plains we gave him hell
But many came too much for Cree
Oh will we ever be set free?
Riding through dustclouds and barren wastes
Galloping hard on the plains
Chasing the redskins back to their holes
Fighting them at their own game
Murder for freedom a stab in the back
Women and children and cowards attack
Run to the hills run for your lives
Run to the hills run for your lives
Soldier blue on the barren wastes
Hunting and killing their game
Raping the women and wasting the men
The only good Indians are tame
Selling them whisky and taking their gold
Enslaving the young and destroying the old
Run to the hills run for your lives

Ainda continua...
Indios
Legião Urbana
Quem me dera, ao menos uma vez,
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer
Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês -
É só maldade então, deixar um Deus tão triste.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura para o meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
Não ser atacado por ser inocente.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura para o meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.

Continua...