
(2041)
Uma caixa cheia de papéis antigos chega a um museu para seleção, restauração e digitalização. São documentos diversos, folhas soltas de livros, diários, entre outros. No meio disso tudo são encontradas algumas páginas do diário de uma senhora de uma pequena cidade interiorana, já falecida há muito tempo. Algo que causou muita estranheza aos museólogos que examinaram aquelas páginas. Serviu como fonte para estudo dos costumes das pessoas daquela época.
Sua transcrição:
"15 de fevereiro de 2003,
Tive um dia cheio hoje!
Acordei e logo fui cumprir minha missão de guardiã dos bons costumes da rua. Abri a porta da sala discretamente e vi que não havia movimento nenhum. Muito bom! Pude tomar meu café da manhã tranqüilamente.
Mais tarde ouvi um barulho de carro chegando. Fui até o portão (acho que não fui muito discreta. Não tenho muro, mas grades. De qualquer maneira, tentei disfarçar). Era visita para a vizinha da casa ao lado. Não conheço essa pessoa que chegou. Quem será? Essa vizinha recebe muita gente. Tem algo que não cheira bem nisso... aposto que ela trai o marido. Mas como só cuido da minha vida...
A rua voltou ao normal. Voltei para casa.
Resolvi dar uma espiada novamente depois. A vizinha da casa do outro lado estava aguando as plantas do jardim. Realmente uma visão muito interessante. Fiquei apreciando.
Passado um tempo, vi outra vizinha buscando as correspondências na sua caixa de correio. Ela olhou para mim com uma cara meio estranha. Não entendi! Em seguida, olhou para o céu como se procurasse algo. Logicamente, também olhei para procurar. Não vi nada de especial, mas continuei procurando. Quando voltei meu olhar para a sua casa, ela já tinha entrado. Que pena! Devo ter perdido algo interessante.
À tarde, depois do meu programa favorito de relacionamentos, resolvi ir até à mercearia comprar algumas coisinhas que estavam em falta. Na volta, encontrei a filha de uma das vizinhas com o namorado. Que pouca vergonha! Essa juventude de hoje! Trocando beijos na rua. A sua mãe precisa saber disso. Amanhã vou lhe fazer uma visitinha.
Jantei.
Mais uma olhadinha lá fora e vejo a vizinha da frente junto com a filha conversando na porta de casa. Tento escutar mas não consigo. Parece que estão esperando alguém. Realmente! Logo em seguida, o marido dela passa de carro e vão todos embora. O que será que foram fazer a essa hora? O comércio já fechou. Não deve ser coisa boa...
Ai... O dia passou e não deu tempo nem de arrumar minha casa direito. É muita coisa prá fazer. Se essa vizinhança me deixasse em paz um pouco, pelo menos.
Agora já ficou tudo calmo. Nenhuma vivalma na rua. Acho que já posso ir dormir tranqüila."
Guiana
A Guiana é um país independente desde 1966. Até então, pertencia ao Reino Unido. Sua capital é Georgetown; tem aproximadamente 700.000 habitantes (já que adoro comparações: tem a mesma população que São Bernardo do Campo), sendo que a grande parcela está na capital; seu idioma oficial é o inglês; a moeda corrente é o dólar da Guiana. É dividida em 10 regiões administrativas e faz fronteira com a Venezuela (com a qual tem um rixa por conta de território), com o Brasil e com o Suriname (com o qual tem uma rixa igualmente por território) - isso porque a coitada já é pequena ( 215.000 km2). Seu território é constituído por uma planície costeira pantanosa, florestas (naturalmente) e savanas (hein???). Sua população é formada por várias etnias, sendo que 50% é de descendentes de indianos (doidera... assim como lá no Suriname), 36% de descendentes de africanos, 9% de indígenas e, mais uma vez, o restante por "outros". O esporte mais popular é o cricket, o que dá um toque britânico nessa região do equador.


PS: Gostaria de aproveitar para agradecer ao Saulo por mais informações sobre nossos queridinhos. Valeu, Saulo!
Suriname
O Suriname é o menor país independente da América do Sul, cuja capital é Paramaribo, e obteve a emancipação da Holanda em 1975. Possui uma população de mais ou menos 440.000 habitantes (menor que a de Bauru). Está dividida em 10 regiões administrativas, sendo que a mais povoada é a da capital (contendo 50% da população do país) e a menos povoada, com uma das menores densidades populacionais do mundo, é a maior do país, ocupando 80% do território nacional. Sua língua oficial é o holandês, apesar de serem falados diversos outros idiomas como: inglês, hindi, javanês, entre outros. A população é formada por 35% de indianos, javaneses e seus descendentes (informação totalmente excelente!), 35% de negros e 30% de minorias indígenas, europeus e "outros". A religião mais abundante é a hindu, além de ter representantes do cristianismo, islamismo e judaismo, tanto que a maior mesquita da América Latina lá se situa, curiosamente, ao lado de uma sinagoga. Uma observação nem tanto interessante, mas talvez relevante: há um bairro em Paramaribo, reduto de brasileiros, chamado Little Belem. Outra observação realmente interessante e nem um pouco relevante: o Suriname importa polainas do Brasil (fonte: Ministério das Relações Exteriores). Será que eles sentem frio? (será que são nas mesmas polainas em que eu estou pensando?)

Dando continuidade à campanha: algo sobre cada um dos nossos queridos vizinhos.
Guiana Francesa
A Guiana Francesa é um "departamento ultramarino sem soberania", uma "região administrativa" da França. Ou seja, seus habitantes são franceses (oui!), falam francês (idioma oficial, o que não significa que não tenham outras linguas), votam quando há eleição lá na França e, conseqüentemente, fazem parte da União Européia (moeda = Euro). Sua capital é Caiena; tem uma população de cerca de 185.000 habitantes (impressionante: população menor que a de São Carlos!!!). Faz fronteira com o Suriname e Brasil. A maior parte da população (66%) é formada por negros e do restante, 12% por asiáticos e 12% por europeus (a conta não fechou... 10% é formada por "outros"... quem são os outros?). E, como qualquer outro país da América do Sul, tem problemas sérios com o tráfico de drogas.
Basicamente isso...
